Resenha: Ácido e Doce, de Raphael Miguel, por Michelle Pereira








Ficha Técnica:
Título: Ácido e Doce
Autor: Raphael Miguel
Editora: Xeque-mate
Ano de Lançamento: 2017

Gênero: Romance urbano
Páginas: 256
Preço Médio: R$ 24,90 (exemplar cedido pelo autor)





Olás para todos! Cês tão bem? E prontos pra nossa resenha da semana? O livro de hoje tem um gostinho meio ácido... e doce.

Raphael Miguel é parceiro do Notinhas há algum tempo e o primeiro livro dele que lemos foi O livro do destino, mais puxado para a fantasia. Agora, nos vemos de novo em Ácido e Doce, uma história com o pé no chão, mas que se passa no mesmo universo/cidade (quem sabe numa possível continuação, a fantasia não abra as asas?).



A história começa com Alejandro tentando se declarar para sua melhor amiga, Lívia, mas que acaba frustrado. Depois disso, ele não a viu mais, pois a garota mudou-se para a França.

Agora, Alejandro tornou-se um trabalhador de sucesso, com um bom salário em uma firma de seguros e possibilidade de extorquir os clientes para tirar uma graninha extra. Sabe como é, né?

Essa carreira linda pode mudar um pouco quando um amigo de escola retorna a cidade: Roberto Chamas, ou Rob Fyre, integrante da banda S.A.M. O rockeiro está em Curumim para tentar manter-se limpo das drogas, no entanto, parece bem disposto a provar o quanto a vida de Alejandro e maçante através de noites e mais noites de bebedeira, ignorando o "amigo" sempre que pode, pisando em seu orgulho, e agarrando alguma gostosa.

(Aqui já abro um parênteses para falar que Alejandro é idiota demais por se prestar aos desaforos de Rob e ainda lamber as botas dele)



Em contra partida, vemos uma jovem muito sedutora e perspicaz chegar ao Brasil, direto da França. Eveline, uma loira platinada e muito da boazuda, acaba se hospedando no apartamento de um cara que conheceu em uma das baladas de Curumim. Ele não era o tipo dela... nerd, tímido, pacato... mas serviria, por enquanto.

O que ela queria realmente na cidade era visitar a famosa clínica psiquiátrica instalada na cidade. E, após, alguns flertes com a recepcionista, ela conseguiu o que queria: encontrar Celso G., seu suposto tio. Não muito carinhosa, ela viu o quanto ele estava debilitado e decidiu uma coisa: o melhor seria deixá-lo sofrer preso naquele corpo enfermo e em sua mente falha, ao invés de simplesmente matá-lo.

E é ainda na clínica que ela descobre, através do diretor, que Celso tem um seguro milionário e que poderia lhe render uma grana boa. Como ele não tinha nenhum parente vivo na cidade, o dinheiro estava lá, preso e sem ninguém para lutar na justiça por ele. Tadinho... mas talvez, Eveline possa fazer algo sobre isso, não é?



Ácido e doce foi um livro inesperado. Pensei em algo mais singelo, como em O livro do destino, mas Raphael me surpreendeu com personagens e escrita bem diversa. A história exala sensualidade e seus personagens representam bem pessoas reais, que podemos conhecer por ai, tal qual Alejandro que está muito bem, obrigado, sendo humilhado por Rob.

Não sou fã de hots, mas as cenas mais calientes descritas pelo autor são bem pautadas e isso é um ponto a mais.

A capa é bem legal, e a modelo e suuuper a Eveline. No entanto, não é o estilo que mais me agrade e tem um probleminha de leiturabilidade em A rosa fatal. A diagramação é bem decorada nas aberturas de capítulo, algo que está bem em voga, mas também não curti muito :/ (olhos de designer: mode on). O texto está super caprichado e não encontrei erros.


Hugs!

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